sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O pintor que escrevia



Hoje concluí um trabalho acadêmico sobre a escritora Letícia Wierzchowski. Inicialmente, como todos os trabalhos acadêmicos, tinha a intenção de efetuar uma leitura crítica dentre dos aportes teóricos oferecidos na disciplina que cursei durante o semestre sobre Teoria Literária, no entanto percebi que a questão possuía desdobramentos mais espinhosos por se tratar de uma obra ficcional de uma autora considerada como literatura de massa. Essa categorização na academia proporciona olhares bastante enviesados e críticas ferrenhas.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A literatura brasileira no século 21

RIO - Por volta de fins dos anos 70 do século 20, com a transformação das estruturas da geopolítica mundial, a literatura também passa por mudanças e arranjos que vão afastá-la dos pilares erigidos pelo movimento estruturalista via universidade e crítica literária. Com efeito, o processo de globalização e o consequente desejo de enfraquecimento das linhas demarcatórias entre os países, trazendo a reboque a debilitação do conceito de identidade, e a aplaudida (por muitos) vitória do sujeito, acabam por se manifestar no processo narrativo. Aspectos que evidenciam essa mudança no campo das letras são, entre outros, o esmaecimento das linhas fronteiriças entre os gêneros literários e o surgimento do conceito de economia do livro, com capas chamativas e a super-exposição do autor como parceiro fundamental para a venda da obra-objeto.