domingo, 31 de outubro de 2010

Nossa vida não cabe num Opala

É um filme tenso, às vezes com um humor despretensioso. É o primeiro longa do premiado do diretor de curta Reinaldo Pinheiro, sem contar com o elenco de peso que compõe o filme como, por exemplo: o Primogênito Monk representado pelo ator Leonardo Medeiros que atingiu sua melhor forma cênica nesta película; também não podendo deixar de comentar o espirituoso Lupa representado pelo grande Milhem Cortaz. O enredo é composto pelo patriarca de uma família de classe média baixa (os Castilhos) que morre, mas não reconhece essa sua morte e, por vez, começa a dar conselhos aos seus quatro filhos e três deles têm uma profissão “pode-se dizer assim” um tanto quanto peculiar: ladrões de carro e para ser mais preciso Opalas, já a quarta filha é uma instrumentista que presta sua arte tocando músicas ditas “bregas” em uma churrascaria no subúrbio Paulista. A meu ver, o filme é umas das melhores mostra do cinema nacional contemporâneo, pois é composto de temas instigantes e polêmicos como a degradação familiar, violência e marginalidade. Além disso, tem um grande clima realista, onde em vários momentos nós sentimos em uma obra de Nelson Rodrigues, ou em um filme da retomada Italiana, então uma boa pedida para ser apreciado o novo cinema novo.

Por: J. Leandro (Léo Silva) 

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