quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O cortiço de Aluísio de Azevedo

         O cortiço de Aluísio de Azevedo, destaca-se no cenário naturalista como uma relevante obra dessa escola literária; pois, nela percebemos a cosntrução do indivíduo nas suas características mais naturais, desenhando-o com um animal movido por necessidades e instintos, estritamente primários para sobrevivência, mas nesse romance percebemos também uma analítica observação da realidade das classes sociais da época retratada. O Cortiço perpassa pela crítica das classes menos abastadas economicamente que vivem alienadas do processo "civilizatórios", ficando a margem do progresso. Toda essa representação de "atraso social" é justificado pela corrente téórica do determinismo, no qual estebelecia as característica e, por sua vez, o caráter do indivíduo formado a partir do meio no qual está inserido, pela hereditariedade e o momento histórico. Por isso, todos os  aspectos sórdidos, imorais, ilegais e/ou esdruxulos é apresentado pelos viés determinista. Desssa forma, tanto Trigale quando afirma: "o naturalismo pratica um retorno à natureza"; como Cândido que destaca a realidade de classe e de alienação presentes na narrativa de Aluísio, temos excelentes pista de leituras para essa obra, porque encontramos tanto essa abordagem dos traços ditos naturais do indivíduo, como também a perspectiva dessa corrente filosófica da época e suas implicações na sociedade, na cultura, nos valores e na formatação da consciência coletiva.

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