quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Poema

Segue um poema de autoria Elis Angela Franco uma excelente poeta, ao meu ver, que apresenta uma  escrita reflexiva da condição humana e metaliguística  e com uma trajetória promissora. Continue escrevendo... 
E muito obrigado pela dedicatória. Lindo achado da imagem do viver.

Consciência de quê?

                                     Para Joelson Santiago

Oh! Homem, oh! homens.
Em que(m) se sustentam
as certezas que trazeis
amarradas em sacos de vento?

Dizeis viver oh homens?
Tolos!

Sois apenas fulgurações
 do absurdos no vácuo do tempo.

Compreendeis: há divergências
entre Ser, estar e viver.

estar não é ser
estar é poeira no vento.

Ser é eterno, dúctil.
viver? Ah viver: só lamento.

Não compreendeis o murmúrio do Canto?
O Canto não é para entendimento.

É para que suporteis a certeza
irreal de ir
vi
   vendo
            vi
               vendo
                        vi 
                           vendo...       


Elis Franco em 15 de janeiro de 2011.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Quintaniando


A palavra acordou comigo
Conduziu-me ao abismo,
Deixou-me na poeira
E, ao mesmo tempo, tocando o céu,
Mas daqui não quer sair
Ficou presa em mim.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Amores (de)leto(s)


Esse não,
O outro não me convence,
                Aquele... 
Apenas frêmitos carnais,
Todos compõem apenas paralelas reminiscências.
Você?
Devora-me na memória todos os dias,
Depois do inventivo prazer:
Fico sempre no vazio.
Seco, oco, vago e divago.
Sem amores, mas também sem dores.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A SEGUNDA FASE MODERNISTA (1930- 1945): Poesia


 A segunda geração modernista é um período de grandes mudanças no cenário mundial e os escritores procuram estudar a realidade social. A literatura torna-se mais madura e consciente da sua identidade. Ao contrário da primeira fase, em que a poesia foi predominante, a prosa de ficção destaca-se, abrangendo a prosa regionalista, urbana e intimista.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Modernismo (1922-1960)

Iniciou-se no Brasil com a SAM (Semana de Arte Moderna) de 1922, mas nem todos os participantes da semana eram modernistas: o pré-modernista Graça Aranha foi um dos oradores. Apesar de não ter sido dominante no começo, como atestam as vais da platéia da época, este estilo, com o tempo, suplantou os anteriores. Era marcado por uma liberdade de estilo e aproximação da linguagem falada; os de primeira fase eram falada; os de primeira fase eram especialmente radicais quanto a Ito. Didaticamente, divide-se o Modernismo em três fases: a primeira fase, mais radical e fortemente oposta a tudo que foi interior, cheia de irreverência e escândalo; uma segunda mais amena, que formou grandes romancistas e poetas; e uma terceira, também chamada de pós-modernismo por vários autores, que se opunha de certo modo a primeira e era por isso ridicularizada com o apelido de neoparnasianismo.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vestígios daquele sentimento me tomam inexoravelmente
apenas com um fio de lembrança.
Já estou farto.

domingo, 2 de janeiro de 2011

A hora da Estrela - Clarice Lispector

Clarice é uma escritora consagrada pela crítica literária. Ela  nasceu em 1925, em uma aldeia ucraniana e aos dois meses de idade, sua família veio morar no Brasil. Residiu, inicialmente em Alagoas, depois Pernabuco, passando sua  infância  no Recife.