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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Noite ofuscada

 Foto retirada da internet

As luzes da cidade
são engenhos da civilização, marca do progresso,
mas ofuscam o brilho do universo.

As Luzes verdadeiras, as naturais, com anos-luz de idade,
São superiormente belas, encantadoras e portadoras de magia.
Testemunhas de amores, de volúpias madrigais, acaso dos corações…
Compõem o cenário de narrativas e fantasias.

As luzes da cidade apagam constelações,
Iluminam o chão, mas escurecem o noturno céu.
Um paradoxo da nossa humanidade.

Joelson Santiago

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Oitenta



UM tiro dilacera a carne e arranca o sopro da vida,
OITENTA tiros dilaceram a alma
E (re)velam um ódio ensurdecedor, faminto e sádico.

OITENTA não foi engano, vingança ou cortesia  
Como outrora dissera a canção,
Pois todos sabem o porquê de tantos.

Para os corpos sentenciados numa sociedade genocida  
Fica o peso de uma dúvida:
Como (sobre)viver com o eco de tantos estampidos?
Joelson Santiago, 11-04-2019

segunda-feira, 25 de março de 2019

Poiesis

                                                              Por Joelson Santiago Santos

A linguagem trabalhada pelo poeta
(tras)forma palavra em vida,
Capta um instante que se eterniza.

Transmutada pela imaginação
E pelo labor do artífice de formas e de ideias,
O poeta escamoteia, inventa, (foto)grafa o ser.

Um bruxo que (en)canta com imagens do indizível,
reverbera o homem (in)conscientemente,
Perde-se nas fronteiras do além, do bem, do amém.

A efusão poiesis
Lira, littera e suor
Entorpece em cada dose
O insaciável leitor.


Poema publicado em "Poesias para Maria", livro do I Concurso de Poesias da Fan Page: Os Quintais de Maria - Maria Bethânia  em 2016.



terça-feira, 27 de março de 2012

( ) reminiscências




A vaguidão de algumas memórias me incomoda,
Não guardo detalhes de datas importantes,
e até certos nomes se perderam no pó do tempo...

Outras se misturam às imagens oníricas, reflexos e influxos do meu (in)consciente,
Completando o caos de minha amargura.
Dizem que o homem é o resultado de suas experiências fincadas na memória.
Então por isso sou imprecisão?
E cometo os mesmos erros?
Repito a minha sina errante?

Minhas lembranças são cavalos, que cavalgam em estradas sinuosas, bifurcadas, ermas
Ou perdem-se em labirintos, que nem Teseu e Ariadne conseguem vencer.

Joelson Santiago
27/03/2012                                                                                                       

domingo, 25 de março de 2012

Sexta, 07:00 am




Esperei, ritmei a respiração.
Absolutamente nada, nada.
Nem um cumprimento,
um olhar rasteiro,
uma monossílaba saudação... Nada!

Já é tarde, mas O sentimento, Aquele... Castiga-me com seu Não,
na minha manha e manhã daquela sexta decepção.


24/03/2012

quarta-feira, 16 de março de 2011

Quem sou...

Um sonho de Ìcaro,
Gabriela, carregada no cravo
E muita, muita canela.
Sou para...
Dócil
Paradoxo
Amplexo, perplexo, oh!
Um ilusor, ou seria um imitador?
Tudo! Alter e Ego.
Ego solto em galáxias, nos anéis de Saturno, ou até vagando pelo Hades.
Alter  imerso em águas do mar, insular ou até lunar.
Isso é duplo?
Múltiplos!
Eus, outros, tantos....

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Amores (de)leto(s)


Esse não,
O outro não me convence,
                Aquele... 
Apenas frêmitos carnais,
Todos compõem apenas paralelas reminiscências.
Você?
Devora-me na memória todos os dias,
Depois do inventivo prazer:
Fico sempre no vazio.
Seco, oco, vago e divago.
Sem amores, mas também sem dores.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ode

Para  Mary Barbosa
Amar, amar ...
E não amar ninguém!
A vida me ensinou
Que não se deve amar
A quem não tem amor para dar.

Quando esses versos de Florbela entrou na minha vida
Descobrir também de súbito:
O amargo sabor da desilução.

Spacou o meu peito
Aturdiu o meu pensar,
Confundiu os caminhos,
Restou-me apenas um grito
sem ninguém para escutar!

Hoje ao menos me sinto forte.
Entendo que a vida pode ser uma primavera colorida,
Basta saber cantá-la sempre florida.
Amando sempre, mas sabendo a quem.

Mas, afinal, a quem eu quero enganar?

Para mim

Fonte da imagem clique here




















Moro numa casa, onde não habita ninguém.
Fico de lado em todos os  seus lados.
No vazio de minha intimidade:
Vinho, inventivos prelúdios, clímax...
Undergroud diante o espelho.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Arte da palavra


A palavra unida ao som
Na expressão do artista
Compõe insólita magia de sensações
Eterniza dores;
Forja  amores;
Lapida paixões.

Faz do velho criança,
Da Tempestade bonança,
Ultrapassa Dimensões
Do além, do bem, do AMÉM.

Também é ofício de fingir,
E ser sempre um eterno aprendiz
Na arte de emocionar.

Cada momento tem seu ritmo.
O pensar e guiado por um tom.
Toda atitude imprime uma palavra:
Ora orvalho, flor, pedra, barro
Na sua missão.
Joelson Santos Santiago